depois de meses e meses de problemas nesse blog, eu poderia perfeitamente ficar umas quarenta linhas reclamando. mas decidi não fazê-lo porque eu tô numa onda super MOVE ON, PLEASE.

vamos falar do hoje, do amanhã. mentira. vamos falar do ontem.

acho que toda noite alcoolica é menos surreal que uma noite abstêmia. ser uma das quatro pessoas com todos os sensores de consciência ligados é tenso. ouvir, registrar e processar o que bêbados falam é um exercicio de superação.

mas vamos começar pelo lugar: o famoso galerinha. ou galleria, pros frescos. um porãozinho localizado no conic, que eu também chamo carinhosamente de cracolândia. deixar o carro no estacionamento e ir andando rapidamente até a festa é, além de necessário para prevenir assaltos, uma prova de velocidade digna de olimpíadas. descendo as escadas você já consegue sentir o bafinho. não precisa nem de hostess pra saber que é o lugar certo pra sair fedendo a suor e a cigarro alheio.

ontem, me surpreendi por 3 segundos com a tão falada “reforma” que eles andaram fazendo. agora em vez de uma pista, eram DUAS. e com um corredorzinho no meio. incrível como as pessoas andam de um lado pro outro quando isso é possível né? eu mesma, se tivesse bebido, diria que passei por aquele meio umas 100x. como eu tava sóbria, acho que só passei umas 40.

e reforma é a nova palavra usada pra dizer “pintamos as paredes”. o negócio tava tão reformado como o meu cabelo fica quando eu passo condicionador. grandesbosta.

eu enrolei até agora só pra fazer vocês perderem tempo e eu poder contar o ponto alto da minha noite. tudo extremamente chato, todas as músicas extremamente ruins e eu encontro uma pessoa x. um rapaz de uns 20 anos que eu conheci certa vez nesse mesmo lugar, dentro do banheiro feminino (antes que alguém pergunte, ele estava lá mijando).

como ele costuma frequentar as mesmas festas que eu, viramos amigos de orkut, which means nothing, e trocamos casualmente um oi na balada. mas ontem não foi só isso. ele tinha uma confissão a fazer e eu, sem entender nada, resolvi escutar. o maluco simplesmente disse que precisou fazer um trabalho de fotografia na faculdade e, como ele tava sem saco, levou fotos minhas pra professora. vamos por partes.

uma parte de mim ficou furiosa, certamente. comassim alguém entra no orkut, faz a faxina nas minhas fotos com o ctrl c e fala disso nessa calma toda? e ainda leva as fotos e tira a maior nota da turma? que? pra quem já processou a fnac por falta de direitos autorais em foto, eu até que tô contando até dez com muita precisão.

a outra parte ficou lisonjeada. o cara tá fodido, pensa em foto e vai logo pegar as minhas. e a professora se amarra. vale dizer que não eram minhas melhores fotos. eram as fotos da minha finada lomo fisheye. mas isso não faz com que elas sejam menos minhas.

ele não ficou rico, não foi chamado pra expor no MoMa, nada disso. ele só queria passar na matéria. ok. ele me contou o que fez. ok. vou bater no menino? eu mesma tirei 10 em vários trabalhos de fotografia na faculdade e até o momento não fiquei milionária por causa disso.

se eu tivesse bebendo, faria ele me pagar uma tequila pelo favor involuntário. mas eu não tava bebendo, eu não tava entendendo e tava fazendo uma força descomunal pra não dormir sentada. sem histeria dessa vez.

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