não sou o tipo de pessoa pra quem alguém oferece doce de festa. sou mais do tipo que trabalha nas festas e em algum momento obscuro enche os bolsos do terno de doces. mas ontem eu não tava de terno, não tava trabalhando e não enchi nada além da minha barriga com doces de todos os tipos, variedades, cores e espessuras. avelã, nozes, castanha com doce de leite, tartelete de uma fruta, duas frutas, trufa de chocolate, de limão, de maracujá, cestinha de frutas vermelhas, palha italiana, lollo, camafeu, bolo de abacaxi com gosto de coco, bolo de chocolate com gosto de rum, bolo de damasco que eu só comi as nozes, laranja com gosto de limão, limão com gosto de tamarindo e tamarindo com gosto de laranja. porque chega uma hora que você tá quinem o chaves vendendo suco. não tem água que solucione a confusão mental das minhas papilas gustativas. se no final a mulher trouxesse uma barra de sabão de maracujá da natura eu ia falar “nossa, que design estranho pra um doce de casamento, não?”.

e se eu sou mulher e li o diário de bridget jones sete vezes, confirmo que chocolate é uma coisa que acaba com a carência. mas acho injusto ela nunca ter falado sobre a enxaqueca infernal que doces dão. duvida cruel escolher entre abraçar o ab toner e uma cartela de doril ou passar a noite deprimida abraçada no travesseiro.

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