mais ou menos por essa época eu devo estar completando meu três anos de fotografia. e você não sabe como isso muda a vida de alguém. minha idéia a respeito da democratização da fotografia ainda continua. mas o jeito como eu vejo as coisas foi transformado de uma maneira absoluta. os casamentos ainda são idiotas. as formaturas ainda são cretinas (e antes que alguém me pergunte, se eu pudesse desistir da minha, faria isso hoje). mas quando eu comecei com essa história, eu não sabia onde colocar as pessoas, porque assim como elas não faziam parte das minhas fotos, eu não queria que elas fossem parte da minha vida. hoje eu sofro baldes com fotografia sem gente, sem uma mão que seja, uma orelha. e assim são as pessoas. quando falta alguém, parece que falta um pedaço. e assim são as fotos das pessoas. eu não coloco foto de ninguém onde eu possa ver ao menos que eu queira sempre ver essa pessoa. o tempo todo, a toda hora. e se a foto é bonita demais, seja a técnica, seja o objeto, eu não acho que ela mereça uma gaveta ou uma lata de lixo.

apaixonada que sou pelo objeto, triste seria um fim como esse. pra quem eu devolvo a sua foto?

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