eu vou morrer.

e é bem logo. vou morrer de ouvir portugal. the man (culpa sua, trem!), vou morrer de não fazer o que eu tenho pra fazer, vou morrer de unhas lascadas, de cabelo rebelde. vou morrer de chocolate suíço e torrada com requeijão. vou morrer de mofo de chuva, vou morrer de gripe de menina, vou morrer de calo de patins. e vou morrer de mordidas no braço, de dor nas costas, de pé que chuta portas. vou morrer de curiosa, vou morrer de ansiosa, vou morrer de gastrite. rinite. vou morrer de ites. e morrer de latido de cachorro, morrer de xixi de cachorro, morrer de macarrão com molho sem cebola. vou morrer de caipirinhas coloridas, cervejas quentes e frutillis de morango. morrerei, e não vai demorar nada, de dançar funks e fugir dos countries. morrerei, ou morreremos, de cebola frita, abraçados num pão com manteiga. de gordura, de diabetes e hipertensão: tudo junto. e vou morrer de preguiça, de sono, de calor de abraço que convida pernilongos pra janta. ou seria lanche da madrugada? e morrerei de carros sem bateria, de controle sem pilha. vou morrer de heroes sem meu hero.

todo mundo vai morrer, mas eu vou morrer bem mais cedo. assim, muito mais cedo.

eu vou morrer de saudade.

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