na tonga da mironga do kabuletê do altas horas

eu sempre fui conformada. sabia que se eu participasse de um sorteio em que tivesse um papel com meu nome e um em branco, o em branco ganharia o prêmio. mas então descobri que a situação poderia ser revertida se eu vendesse minha alma para a turma do núcleo de fotografia – DO QUAL EU FAÇO PARTE, PERCEBA – da faculdade. malditas pessoas legais!

foi assim que, milagrosamente, eu fui parar na gravação do programa altas horas, coisa inimaginável na minha cabeça até 5 dias antes.

depois da feira para entrega dos convites – em número relativamente menor ao de pessoas presentes -, adentramos o cercadinho que dividia os escolhidos dos passando-vontade. montinhos representativos de escolas, cursinhos e faculdades aguardavam sua vez para entrar na tendinha. tendinha essa que foi reaproveitada da tenda eletrônica do porão do rock, que eu sei.

a ordem de entrada seguiu contrária a qualquer hierarquia que eu pudesse esperar: pirralhada de colégio, wannabes de cursinho e as pessoas normais da faculdade. lá dentro, um diretor HISTÉRICO sósia do sérgio mallandro queria que as pessoas sentassem em lugares que caberiam ou as pernas ou os braços das mesmas, e nada além disso. deixa sua cabeça lá fora se quiser. mas também, o que eu podia esperar de um programa que tem uma produtora que usa um sapato desses? (foto ali de baixo, ô panaca).



mas que porra será essa? =O

enfim. não espero nada mesmo. inclusive não esperava que fôssemos ficar dentro daquele toldinho quente como o saara – refletores grandes, fortes, potentes e comedores de criancinhas – por tanto tempo sem mijar, sem comer e sem beber água. achei que aparecer na tv fosse um pouco menos sofrível.

eis que então aparece essa pessoa aqui:



magrelo, mulambento, esquisito, porém legal

botando ordem no galinheiro e fazendo com que o diretor sumisse e parasse de gritar em nossos pobres ouvidos. tava vendo a hora em que ele ia começar a fazer glu glu glu.

depois de 90 horas de espera, ou aproximadamente isso, começou a gravação assim, de verdade verdadeirinha. serginho, o legal, explicou que, depois de editado, o programa começaria com ele chegando ao lugar da gravação de helicóptero, depois de ter sobrevoado a asa norte, a asa sul, o eixo monumental e a esplanada. achei muito legal ele ter ignorado a existência de todas as cidades satélites. maldita globo.

começando o programa de verdade (a gente nunca sabia se estava gravando, quem estava sendo gravado e, menos ainda, o que vai aparecer na tv depois da edição), serginho, o legal, convidou a dupla laranjinha-cebolinha, ou será laranjinha-acerola? ah, meu ovo. minha feira. uaréva. voltemos às fotos.



laranjinha-cebolinha-batatinha-mandioquinha, um garoto simpático



cenourinha-acerolinha-limãozinho-tomatinho, um menino mongol que vai para programas de auditório e fica tentando desmontar o microfone

não preciso dizer que eles foram lá fazer nada né? umas duas perguntas decentes e os meninos passaram um tempão lá, olhando e viajando, um na água e o outro no microfone. e não me perguntem quem é quem. faço nem idéia.

seguindo em frente, vamos lá. próxima atração:



a famosa banda “iaí moçada, isso aqui tá do caralho”

animados, felizes e pululantes, a banda capital inicial foi obrigada a tocar a mesma música duas vezes – e todo mundo foi obrigado a cantar duas vezes e pular duas vezes e eu fui obrigada a fingir duas vezes que gostava deles – por problemas no áudio.

momento da piadinha infame:



integrante do capital inicial comprovando que nem tudo que reluz é lâmpada

durante a presença da banda e dos dois meninos-feirinha, já esquecidos há décadas, chega a graciosa e decotada…



maria testudinha sou filha do wolf maya

vou ser sincera: além de não sambar porra nenhuma, a menina é uma coitada. fiquei com dó de verdade. como uma pessoa pode ser feliz e realizada sabendo que tem um emprego e fama porque saiu do saco de um cara famoso? quanta honra, eu era um espermatozóide do wolf maya. ovos do wolf maya (dei férias para o meu).

mas vamos logo com essa coisa que ainda estamos na metade e eu já enchi o saco. seguinte: mandaram a maria aí dar uma sambada, deram um tchauzinho pros meninos-feirinha e despacharam o capital.

o que temos agora? rá. sonhei com esse momento. vejam bem, bem de perto e com zoom, se possível:



zeca camargo, que roupa é essa?



duhhhh, você é mongol? última moda no uzbequistão!

não tenho dúvidas de que seja moda no uzbequistão, mas eu poderia ter sido poupada dessa blusa de bolinhas, dessa maldita cigarrete-centropeito – se ele tropeçasse ia ser enforcado pela calça, juro – e esse tênis, ou sapatênis, ou sapatilha dourada. MAS QUANTA BREGUICE, MEU DEUS. não quero mais falar sobre esse ser. falta de senso de noção tem limite.

– intervalo –



eu e ela mostrando como as pessoas ficam animadas depois de 3 horas sem uma gota de água num calor de 120ºC

– fim do intervalo!, disse sérgio mallandro –

quando eu achei que o zeca camargo já tinha sido aberração o suficiente para uma noite, aparece linda, leve, nanica e motoqueira patrocinada pela harley davidson:



direto da tonga da mironga do kabuletê, daniela metaleira mercury

depois de cantora de música baiana, de música baiano-tunts, agora ela está partindo para o metal. mentira, mas parecia. das três músicas que ela cantou, a única que tinha uma letra que fazia algum sentido, umas 3 pessoas cantaram com ela. as outras duas, maimbê e tonga da mironga do kabuletê, danças indígenas dos persas da tailândia, todo mundo sabia mas eu não pude acompanhar por causa do dialeto alienígena. cultura brasileira dadaísta é um negócio moderno e atemporal. cult dizer isso.

piadinha infame número dois:



lero lero, no meu camarim tem água e banheiro, nina nina nina, meu pai é uma menina

após todas essas coisas, surgiram dois indivíduos que eu conhecia de nome, mas não tinha visto a cara. e podia ter passado o resto da minha vida sem ver:



dj patife tem-uma-meia-na-minha-cabeça, dj anderson macaquinho noise e a orelha do serginho, o legal

serginho, o legal, desapareceu assim que os djs fantasmas começaram a tocar. ele tem poderes sobrenaturais mesmo, vejam só:



além de poderes símios, ele faz efeito especial sem edição =O

as pessoas invadiram o centro do palco para dançar, mas serginho mallandro ficou infeliz e interrompeu a alegria da galera no meio da segunda música e mandou todo mundo pra casa. porque ele é super legal e faz glu glu.

agora, se vocês querem mais detalhes, assistam o programa desse sábado, dia 25 de setembro.

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