dia desses aí você parou pra pensar que já estava velho e nada mais poderia surpreendê-lo. tudo de interessante que poderia ser visto, você já tinha tido oportunidade de conhecer.

mas eu digo: não, as coisas não são assim. há algo de muito mais cabuloso*(?) para ser visto.

se eu fosse você, caro leitor super-experiente, clicaria bem aqui e sentiria muita vergonha por acreditar ser tão conhecedor das coisas.

eu, nesse mesmo blog, já disse que assisto a essa porcaria. assisto sim. e agora também confesso que entro nesse site várias vezes ao dia. não vá pensando que eu entro por curiosidade a respeito das “notícias”. eu entro pra dar risada.

onde mais você poderia se deparar com coisas tipo “Promoter solta pum barulhento”, “Zulu se mexe na cama” e “Marcelo come bolacha inteira de uma vez”? não é necessário abrir o link e ler o resto porque só os títulos já são auto-explicativos.

agora pare, e pense. flatulência é uma coisa intrínseca a todos os seres humanos e, quando mais de duas pessoas percebem que isso acontece com você, a vontade que você tem é de enfiar a cara no primeiro bueiro disponível. imagine então ver que a sua pequena disfunção fisiológica virou notícia? e se mexer na cama? acho que a única forma de não se mexer, é morrendo. até quem dorme se mexe. mas a da bolacha é campeã. você se sentiria uma pessoa mais especial por conseguir comer uma bolacha inteira de uma vez só? eu consigo colocar a mão inteira dentro da boca e nem por isso acho que sou um ser superior.

o pior de tudo não é que as coisas sejam normais, aconteçam e sejam divulgadas. a parte mais trágica é pensar que alguém é PAGO para assistir coisas que poderia ver acontecendo dentro de sua própria casa, o dia inteiro, e contar pra todo mundo. o verdadeiro fofoqueiro profissional. aquele que ganha SALÁRIO pra dizer que viu alguém tirando a calcinha do meio da bunda e colocando a colher do açucareiro dentro na boca.

nessas horas que eu sinto uma vontade imensa de virar limpadora de janela. não estou menosprezando os limpadores de janela. mas se é pra ficar vigiando a vida alheia, que seja de uma maneira mais divertida, pendurada numa cadeirinha a vários metros de altura. menos pior. bem menos.

* que fique claro que eu odeio essa palavra.

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